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PORTUGAL - TÚNEL DE ÁGUAS SANTAS NA AUTOESTRADA A4

O túnel de Águas Santas, atualmente em serviço, insere-se no sublanço Águas Santas-Ermesinde da A4, Auto-Estrada Porto-Amarante, incluído na rede concessionada à Brisa. O projeto de alargamento das obras subterrâneas da A4 foi desenvolvido pela COBA em associação com a SENER-Engivia e atualmente decorre a Assessoria Técnica à Obra.

O projeto preconiza a construção de uma nova galeria, dotada de 4 vias de tráfego e localizada a Norte das existentes, destinada ao tráfego no sentido Amarante-Porto e a reabilitação das galerias existentes, as quais se destinarão ao tráfego no sentido Porto-Amarante. Trata-se de túneis urbanos com riscos geotécnicos importantes, com baixos recobrimentos e zonas de maciço granítico muito decomposto.

Na boca Nascente da Nova Galeria assinalam-se as construções da Rua Dom Afonso Henriques/E.N.105 e na entrada Poente o principal condicionante às obras prende-se com a presença da via ferroviária da Ligação Leixões – Ermesinde. Nesta zona, o recobrimento entre a via férrea e a abóbada da nova galeria Norte é da ordem dos 5 m. O perfil transversal tipo acomoda um gabarit rodoviário de 16,65 m x 5,25 m (l x h), sendo a plataforma constituída por berma do lado esquerdo com 2.0 m, faixa de rodagem com 4 vias com 3,5 m de largura cada e berma do lado direito com 0.65 m. A obra foi adjudicada ao agrupamento Ramalho Rosa/Cobetar, Conduril e Amandio Carvalho e está atualmente em execução.

Após a conclusão das obras da nova galeria, será então reabilitado o túnel existente de Águas Santas, constituído por duas galerias gémeas unidirecionais com cerca de 360 m cada e plataforma rodoviária formada por berma do lado esquerdo com 0.20 m, faixa de rodagem com 2 vias com 3.5 m de largura cada e berma do lado direito com 0.20 m. A sua construção remonta ao ano de 1989, tendo sido o respetivo projeto elaborado em 1988.

Os aspetos a melhorar incluem os pavimentos e passeios, o sistema de drenagem, reforço da estrutura de revestimento nas zonas com patologias detetadas, tratamento de proteção contra o fogo e renovação do acabamento final do intradorso, cablagens, sinalização, rede de combate a incêndios, instalação de SOS no interior do túnel, substituição da iluminação existente, instalação de CCTV, alimentação elétrica e colocação de tomadas. No que respeita aos equipamentos, a elaboração do estudo teve enquadramento semelhante ao previsto no Novo Túnel Norte com o qual partilha algumas das infraestruturas como sejam os reservatórios da rede de incêndio ou ainda os Postos de Transformação.



Lx, 30 Nov 2015