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BRASIL - PLANOS DE AÇÃO DE EMERGÊNCIA PARA A NEOENERGIA

O Grupo COBA iniciou no passado mês de Agosto o serviço de “Fornecimento de Planos de Ação de Emergência e estudos básicos necessários ao seu desenvolvimento” de um conjunto de dez barragens para a Neoenergia, a maior empresa privada (em número de clientes) do sector eléctrico brasileiro.

O Plano de Ação de Emergência (PAE), componente do Plano de Segurança da Barragem, conforme determinado pela Lei brasileira n.º 12334, de 2010, é um documento formal que estrutura e estabelece as acções e notificações a serem executadas em situações de emergência.

As dez barragens incluídas neste âmbito compreendem três usinas hidroeléctricas (UHE) e sete pequenas centrais hidroeléctricas (PCH), a saber: UHE Itapebi (barragem de enrocamento) no rio Jequitinhonha, Bahia; UHE Corumbá III (barragem de aterro) no rio Corumbá, Goiás; UHE Dardanelos (barragem de betão gravidade) no rio Aripuanã, Mato Grosso; PCH Alto Fêmeas (betão gravidade) e PCH Sítio Grande (barragem mista betão/aterro), duas barragens em cascata no rio Fêmeas, Bahia; PCH Nova Aurora (barragem de Betão de Cimento Compactado – BCC - e aterro) e PCH Goiandira (BCC), duas barragens em cascata no rio Veríssimo, Goiás; PCH Pirapetinga (BCC) e PCH Pedra do Garrafão (BCC), duas barragens em cascata no rio Itabapoana, fronteira do estado do Rio de Janeiro com Espírito Santo; e finalmente PCH Correntina (betão gravidade) no rio Éguas, Bahia.

No âmbito da elaboração dos PAE definir-se-ão os mapas de inundação para diversos cenários de formação e propagação de cheias e de acidente ou ruptura das barragens. Esses mapas de inundação serão gerados com recurso a modelação hidrodinâmica.

Além dos mapas de inundação, desenhados sobre cartografia 1:25000, serão levantadas secções transversais dos rios, onde serão expostos dados como o tempo de chegada da onda de cheia, o nível de inundação atingido, a altura da onda, velocidades e caudais máximos atingidos. Serão igualmente definidos hidrogramas com a representação gráfica dos caudais de inundação face ao tempo decorrido após o início do evento.

A partir da delimitação das áreas inundadas e da identificação dos pontos vulneráveis, para os quais será necessário proceder à caracterização dos vales fluviais a jusante das barragens, nomeadamente na vertente socioeconómica, serão mapeadas as zonas de autossalvamento (ZAS), regiões onde se estima não haver tempo suficiente para uma intervenção das autoridades competentes. Nas ZAS serão mostradas as povoações vulneráveis, serão indicadas estimativas do número de pessoas afectadas, as infraestruturas atingidas e a localização dos refúgios identificados.

No mês de Outubro realizou-se uma visita à barragem de Itapebi, com o objectivo de conhecer a infraestrutura e obter uma impressão do seu estado de conservação.

Lx, 30 Nov 2015